Depois de uma primeira temporada que teve vários pontos positivos, mas também muitos aspectos a desejar, Percy Jackson voltou para sua segunda temporada mostrando ao público que ouviu as críticas anteriores e trabalhou para superá-las.
Preciso admitir que O Mar de Monstros é um dos livros da saga de que menos gostei quando li pela primeira vez. No entanto, ao reler a obra para acompanhar a nova temporada da série disponível no Disney+, me vi muito mais apegada à história e às suas referências. Isso aconteceu principalmente por eu ter lido Odisseia no ano passado e por ser completamente apaixonada pelo musical Epic, o que deixou a leitura e, consequentemente, a série muito mais interessante.
Foto: Percy Jackson - Disney Plus
Sou uma leitora que gosta de adaptações fiéis, mas que também saibam fazer as mudanças necessárias para o audiovisual, e senti que a nova temporada de Percy Jackson conseguiu alcançar esse equilíbrio muito bem. A essência da história dos livros está presente na série, mas diversas alterações foram feitas para dar mais dinamismo para a linguagem televisiva. Além disso, a série amplia a visão limitada à primeira pessoa do Percy nos livros, oferecendo uma perspectiva mais ampla de outros personagens.
Também senti que a história está buscando se tornar mais madura com o passar das temporadas. Enquanto a primeira temporada tinha um tom mais infantil, nesta segunda já é possível perceber mudanças claras nesse sentido. Acredito que esse amadurecimento deve se intensificar nas próximas temporadas e eu torço para que isso aconteça. Ainda assim, senti que alguns personagens descobrem certos plots com rapidez demais, quando havia potencial para construir mais suspense antes da resolução, assim como a primeira temporada.
Desde a primeira temporada, gostei muito do elenco escolhido para a série, e nesta nova fase foi possível perceber um grande desenvolvimento dos atores, agora mais confortáveis e seguros em seus papéis. O carisma e química de todos fica explícito em cena. Preciso destacar especialmente Clarisse, interpretada por Dior Goodjohn, que ganhou muito mais destaque nesta temporada. O aprofundamento da personagem, especialmente em seus conflitos internos envolvendo confiança, amizade e relação parental, fez com que eu me apegasse ainda mais a ela e torcesse pelo seu sucesso na missão, mesmo já conhecendo a história.
Apesar de ainda estarmos apenas no segundo ano da narrativa, já é possível notar os primeiros indícios do romance entre Percy (Walker Scobell) e Annabeth (Leah Jeffries). Foram vários momentos que aqueceram o coração e me deixaram levemente surtada com as migalhas desse romance, como toda boa apaixonada por histórias românticas que sou.
Acredito que Percy Jackson tende a crescer a cada temporada, e estou muito animada para os próximos passos da série. A terceira temporada já foi confirmada para este ano, embora ainda não tenha uma data de estreia divulgada. Além disso, um rápido teaser foi exibido pós-créditos no último episódio da segunda temporada, dando um gostinho do que vem por aí (vídeo abaixo).
“Pé na areia, a caipirinha, água de coco e a cervejinha”, sempre que penso em férias de verão, essa música vem à minha cabeça. E o filme De férias com você me trouxe exatamente essa sensação: leveza, diversão e aquele clima gostoso de dias ensolarados em que tudo parece mais simples.
Adaptado do livro de Emily Henry, De férias com você acompanha a história de Poppy e Alex, melhores amigos que viajam juntos há nove anos até que uma briga inesperada os afasta por dois anos. A narrativa é contada entre passado e presente, permitindo que o público acompanhe tanto o reencontro dos dois quanto a construção dessa amizade ao longo das viagens anuais.
No presente, Poppy trabalha como escritora em uma revista de viagens e se vê perdida dentro da rotina que sempre sonhou ter, e que precisará reencontrar Alex depois de anos afastados. Aos poucos, o filme revela como eles se conheceram, os momentos marcantes das viagens e o verdadeiro motivo do afastamento.
Foto: De férias com você - Netflix
Talvez eu seja suspeita para falar, já que amo comédias românticas, mas confesso que nos últimos anos estava um pouco desanimada com os lançamentos do gênero. Felizmente, as produtoras começaram a perceber o enorme potencial das histórias vindas da literatura contemporânea. O universo literário é vasto, diverso e cheio de possibilidades, e Emily Henry se destaca ao misturar romances modernos com aquela essência deliciosa das comédias românticas dos anos 2000.
Para uma garota que cresceu nessa época, é impossível não sentir uma certa nostalgia ao assistir a filmes que resgatam esse estilo, mas agora com personagens mais imperfeitos, profundos e reais. De férias com você entrega exatamente isso.
O filme entrega muita leveza, diversão e aquelas cenas de vergonha alheia clássicas do gênero. É fácil se identificar com momentos como Poppy cantando alto com fones de ouvido em público sem perceber, além de cenas que despertam vontade de viver algo parecido, como toda a sequência ambientada em New Orleans.
O contraste entre passado e presente funciona muito bem, mantendo uma ótima dinâmica para não perceber o tempo passar em quase duas horas de duração e a curiosidade para entender como aquela amizade se transformou em afastamento. Outro grande ponto alto é a cenografia: por se tratar de uma história sobre viagens, cada cenário é encantador e desperta imediatamente a vontade de comprar uma passagem. A sequência em New Orleans é, sem dúvidas, a minha favorita e só aumentou ainda mais meu desejo de conhecer a cidade e respirar música por lá.
Uma boa comédia romântica precisa, acima de tudo, de personagens que funcionem juntos, e isso acontece aqui. Tom Blyth e Emily Bader entregam uma ótima química em cena. Emily constrói uma Poppy vibrante e divertida, enquanto Tom traz um Alex mais tímido, mas disposto a viver com mais leveza. O resultado são personagens cativantes, que fazem o público torcer pelo final feliz, mesmo já sabendo como será.
Foto: De férias com você - Netflix
Por se tratar de uma adaptação literária, é normal querer comparar livro e filme. Durante a exibição, porém, deixei o livro de lado. O elenco e a narrativa cinematográfica me conquistaram com facilidade. Para ser sincera, o livro De férias com você não é o meu favorito entre as obras de Emily Henry, principalmente por envolver muitas viagens, algo que nem sempre funciona para mim na literatura. No cinema, no entanto, a história ganha outra força, ficando mais próxima da nossa realidade e visualmente encantadora. Entre a relação dos personagens, os looks maravilhosos da Poppy e os cenários apresentados, fica difícil escolher o que mais encanta.
No fim, De férias com você é um ótimo filme para passar o tempo, se divertir e sentir um pouco daquela essência que as comédias românticas entregavam nos anos 2000. Uma escolha perfeita para quem busca leveza, romance e clima de férias.
Não preciso dizer que a Avenida Paulista é um dos principais cartões-postais de São Paulo e um verdadeiro polo cultural, certo? Entre museus, centros culturais, livrarias e cafeterias encantadoras, há tantas opções que pode ser difícil escolher o que visitar primeiro.
Para te ajudar a planejar seu passeio, separei os principais (e meus favoritos) espaços culturais da Avenida Paulista. E já prepare o celular, porque você vai querer registrar cada detalhe dos espaços e suas exposições!
Foto: Instituto Moreira Salles
Instituto Moreira Salles (IMS Paulista)
Perfeito para quem ama fotografia!
O Instituto Moreira Salles reúne exposições, cineteatro, livraria, café e uma biblioteca de fotografia. Um espaço perfeito para passear com calma pelas exposições, estudar ou trabalhar na biblioteca, e fechar o dia com um café delicioso na cafeteria.
Endereço: Av. Paulista, 2424 – São Paulo (Estação Consolação – linhas verde e amarela)
Horário: Terça a domingo e feriados, das 10h às 20h
Um pequeno sebo cheio de charme e cultura, apesar de ser um espaço simples perto da estação Consolação.
A Passagem Literária da Consolação é o lugar perfeito para garimpar livros e admirar o grafite artístico na entrada, lembrando que, por mais que SP seja uma cidade de pedra, é uma cidade que tem sua personalidade artística e cultural.
Endereço: Rua da Consolação – São Paulo (Estação Consolação)
Não dá para falar da avenida Paulista sem mencionar o MASP,
o primeiro museu moderno do Brasil, inaugurado em 1947, e de seu icônico prédio projetado por Lina Bo Bardi.
Sua coleção reúne mais de 11 mil obras, incluindo nomes como Van Gogh, Tarsila do Amaral e Portinari, além de oferecer exposições, cursos e atividades artísticas em seu espaço cultural.
Endereço: Av. Paulista, 1578 – São Paulo (Estação Trianon-Masp)
Horário:
Terça: 10h às 20h (entrada até 19h)
Quarta a domingo: 10h às 18h (entrada até 17h)
Ingressos: R$37 a R$75
Gratuito: Terças o dia todo e sextas das 18h às 21h
Mantido e administrado pelo SESI-SP, o Centro Cultural Fiesp oferece programação gratuita em várias áreas:
teatro, artes visuais, música, literatura e tecnologia.
O espaço conta com teatro, galeria de arte, espaço de exposições e salas para oficinas, workshops e palestras.
Endereço: Av. Paulista, 1313 – São Paulo
Horário: Terça a domingo, das 10h às 20h
Entrada: Gratuita (é preciso reservar ingressos no site)
Eu sei que o foco nesse post são centros culturais, mas não podia deixar de falar da livraria Martins Fontes.
Em uma avenida que tinha várias livrarias grandes e encantadoras, foram fechando com o passar dos anos, mas a Martins Fontes permaneceu aberta e é toda aconchegante, pois, por mais que seja grande, ela é uma livraria que tem uma atmosfera que parece pequena e aconchegante, sabe? Além de ter uma cafeteria no segundo andar e no terceiro andar tem o super saldão.
Endereço: Av. Paulista, 509 – São Paulo (Estação Brigadeiro)
Horário:
Segunda a sexta: 08h às 22h
Sábado: 09h às 22h
Domingo: 09h às 21h
Foto: Itaú Cultural
Itaú Cultural
Fundado em 1987, o Itaú Cultural busca democratizar o acesso à arte e cultura, com exposições e espetáculos, além de apoiar os artistas e experimentações.
Endereço: Av. Paulista, 149 – São Paulo (Estação Brigadeiro)
Horário:
Terça a sábado: 11h às 20h
Domingo e feriados: 11h às 19h
Entrada: Gratuita (alguns eventos e espetáculos exigem reserva online)
O Sesc é uma instituição que busca promover o bem-estar e qualidade de vida com serviços e atividades em áreas como saúde, educação, esporte, lazer, turismo e cultura.
Apesar de oferecer programação exclusiva para quem tem a credencial plena, o Sesc é aberto a todos os públicos. Na unidade da Paulista, fundado em 2018, oferece atividades gratuitas e pagas, mirante (é preciso agendar no aplicativo do sesc, gratuitamente), biblioteca, além de comedoria com preços justos, super recomendo!
Endereço: Av. Paulista, 119 – São Paulo (Estação Brigadeiro)
Horário:
Terça a sábado: 11h às 21h30
Domingo e feriados: 11h às 18h30
Entrada: Gratuita (agendamento necessário para o mirante)
Construída em 1935, o casarão com uma arquitetura renascentista francesa se destaca no meio de tantos prédios e espaços modernos da avenida Paulista.
Atualmente, a casa é um museu com exposições, atividades culturais e educativas, como cursos de literatura, além da área externa ter o jardim com rosas e um restaurante/cafeteria, nos convidando a dar uma acalmada no meio da correria da avenida.
Endereço: Av. Paulista, 37 – São Paulo (Estação Brigadeiro)
Inaugurada em 2017, a Japan House celebra a cultura japonesa com exposições e eventos sobre arte, arquitetura, moda, gastronomia e tecnologia.
O espaço também abriga restaurante, café e clube de leitura de mangás.
Endereço: Av. Paulista, 52 – São Paulo (Estação Brigadeiro)
A Avenida Paulista é um dos maiores polos culturais da América Latina, então prepare um dia inteiro para poder explorar melhor a avenida com calma, seus centros culturais e comer bem, além de se perder em lojas e se você for ao domingo, se prepare para se encantar com as atividades na rua.
Em julho de 2016 estreava Stranger Things, uma série ambientada nos anos 80 em uma cidade aparentemente pacata, até que um menino desaparece enquanto voltava para casa depois de jogar D&D com seus melhores amigos. O que parecia apenas uma investigação em um lugar onde “nunca acontecia nada” nos apresentou um mundo completamente novo, com monstros, crianças com poderes e mistérios envolvendo o Mundo Invertido.
Quem diria que uma série com crianças e monstros se tornaria uma das maiores séries dessa geração?
Atenção: essa postagem terá spoilers sobre a quinta temporada de Stranger Things, inclusive sobre o último episódio.
Durante cinco temporadas, acompanhamos as descobertas das crianças, os desafios dos adolescentes entrando na fase adulta e os adultos lidando com maternidade e paternidade em circunstâncias nada convencionais. Tudo isso em meio a referências nostálgicas dos anos 80, que contrastavam com a realidade dos telespectadores ao retratar uma vida mais analógica, focada no presente, na amizade e na família.
Foto: Stranger Things - Netflix
Essa jornada de mais de nove anos chegou ao fim no dia 31 de dezembro de 2025, com um episódio final de mais de duas horas de duração. E serei sincera aqui: Não farei aqui uma análise crítica do episódio final, apontando falhas, furos de roteiro ou perguntas sem respostas. Para mim, o final de Stranger Things trouxe algo diferente: uma despedida não apenas da série, mas também do meu próprio passado.
Quando Stranger Things se tornou um fenômeno em 2016, não assisti de imediato. Achava que era uma história de terror com monstros e sou medrosa com histórias de terror. Mas em 2017 decidi dar uma chance e me vi completamente apegada àqueles personagens tão diferentes, unidos pela amizade e pelos traumas que viviam juntos.
Eu estava na faculdade, no limiar entre a adolescência e a vida adulta, tentando entender o que significava crescer. A série acompanhou tantas mudanças da minha vida que, no belíssimo epílogo, ao ver o crescimento dos personagens, consegui me conectar diretamente com o meu próprio amadurecimento.
Foto: Stranger Things - Netflix
Minha temporada favorita é a quarta temporada de Stranger Things, principalmente pelo desenvolvimento do Vecna e pela forma como ele atacava suas vítimas através de traumas e questões mentais. Sua narrativa era facilmente identificável com conflitos internos que todos nós enfrentamos.
Sabia que seria difícil superar uma temporada tão intensa. A quinta temporada teve altos e baixos, mas ficou claro que os irmãos Duffer não queriam repetir a urgência da anterior. O plano de Vecna já havia sido concluído, e a última temporada tinha outro propósito: o de encerramento de ciclos dos personagens e suas relações com sensibilidade e respeito. Tivemos o luto de Dustin pela morte de Eddie; a reconciliação da amizade entre Dustin e Steve; o término de Nancy e Jonathan para descobrirem quem realmente eram; o entendimento de Hopper e Joyce sobre paternidade e maternidade; Hopper aprendendo a deixar Eleven tomar suas próprias decisões; a relação familiar dos Wheeler, o relacionamento de Max e Lucas; a aceitação de Will sobre quem ele é; o amadurecimento de Mike; o crescimento de Eleven, não apenas como heroína, mas em suas escolhas.
Todas essas jornadas, iniciadas na primeira temporada, foram encerradas com cuidado, sempre destacando a força das amizades e dos laços familiares. Stranger Things nunca foi apenas sobre monstros, mas sobre jornadas pessoais e personagens profundamente relacionáveis.
O último episódio, com mais de duas horas de duração, conseguiu concluir a história de forma coerente com tudo o que foi construído ao longo das temporadas, com apenas mortes necessárias e todo o grupo unido para enfrentar o final (apesar de ter alguns furos e perguntas sem respostas). E quando achamos que tudo havia terminado, fomos presenteados com um epílogo de quase 40 minutos.
Vimos os personagens seguindo em frente após um ano e meio da batalha final:
o encontro de Max e Lucas no cinema, o encontro de Hopper e Joyce no Joe’s com um pedido de casamento, a formatura das “crianças” com um discurso emocionante de Dustin sobre a infância perdida e os traumas que os uniram, Steve feliz como treinador de baseball, o quarteto dos “adolescentes” entrando na vida adulta e o momento mais emocionante de todos: assim como no início, os meninos (junto com a Max dessa vez) jogando D&D pela última vez e se despedindo daquela fase de suas vidas.
Foi isso que a última temporada representou: um adeus.
Um adeus às crianças que perderam a infância, aos adolescentes que precisaram crescer rápido demais, aos adultos que acreditaram em seus filhos no meio dessa história sobrenatural e, principalmente, ao público que acompanhou essa história por quase uma década. Nós também não somos mais os mesmos desde que visitamos Hawkins pela primeira vez.
A série de livros best-seller dos anos de 2010, Fallen, ganhou uma nova adaptação para o streaming da Globoplay.
Lembro que em 2010 uma capa gótica fez com que eu, que não gostava de ler (a não ser os gibis da Turma da Mônica), me interessasse por uma fantasia romântica, mal sabia que aquela história mudaria meu interesse por livros e que mais de dez anos depois eu ainda seria uma leitora assídua. Fallen fez com que me tornasse leitora, então preciso admitir antes de começar essa resenha: eu sei que o livro não é perfeito, mas tenho um apego emocional devido ao seu impacto na minha vida (então sim, eu vou passar pano para algumas partes do livro).
Devido o seu sucesso na época de livros de fantasias, Fallen teve seus direitos comprados e, depois de muitos anos de espera, se tornou um filme em 2016, mas o resultado foi muito diferente do esperado, com uma fraca bilheteria e baixa aceitação do público e da crítica. A possibilidade de ganhar uma continuação era baixíssima e os fãs não imaginavam que a história ganharia uma nova chance, até que em 2022 recebemos uma surpreendente notícia de que Fallen ganharia uma nova adaptação, produzida pela GloboPlay. E não é que a série foi lançada dois anos depois?
Ok, mas qual é a história de Fallen? E por que os livros ficaram tão famosos no passado?
Fallen é uma fantasia romântica de anjos que conta a história de Lucinda, que é mandada a um reformatório após a morte do namorado em um misterioso acidente, envolvendo sombras que apenas ela vê desde criança. No reformatório ela encontra Daniel, um garoto cheio de segredos e que Luce acredita já ter o conhecido antes.
A sua ambientação gótica no primeiro livro, o mistério envolvendo uma maldição, a temática de anjos e o romance com o reencontro dos personagens em todas suas vidas passadas fez com que Fallen ganhasse destaque em uma época que adaptações de romances sobrenaturais estavam em alta, como o mais famoso na época: Crepúsculo.
E como está essa nova adaptação?
É importante ressaltar que antes do lançamento, com a divulgação da sinopse e do trailer, foi informado que seria uma série inspirada nos livros da Lauren Kate, não podendo esperar fidelidade com o livro. E como tinha essa informação antes de começar a assistir a série, sabia que precisaria desvincular com o livro e estar aberta a diferente proposta que viria nessa nova produção. Estava um pouco receosa do que aconteceria nessa novidade, pois a maioria das produções que se nomeiam como “inspiradas a um livro” que já assisti me decepcionei, mas foi pelo fato de não ter expectativas que me surpreendi com a história.
Como uma recontagem de Fallen, a primeira temporada é uma introdução ao mundo fantasioso trabalhado pela Lauren Kate, com uma abordagem diferente - eliminando o cenário gótico e o foco nos seres místicos -, criando uma ambientação de mistério sobre o que acontece em Sword & Cross (a instituição que Luce é levada após ser considerada culpada pelo crime que ela não cometeu), pois todos ali tem alterações de memórias, não lembram do passado e quem eles são, além de que, por mais que o romance esteja presente na história, o foco da produção é esse mistério por trás da instituição, o porquê de Luce e Daniel sentirem que já se conhecem e da ligação que um sente pelo outro e também o empoderamento de Luce.
O que me surpreendeu nessa temporada foi que ela trouxe elementos dos livros seguintes, já adicionando informações sobre o universo que estamos sendo inseridos. O que me fez entender que o objetivo dessa temporada seria uma introdução do que podemos esperar nas temporadas seguintes, tendo mais contexto do universo em comparação ao primeiro livro. Por mais que eu tenha achado muito interessante essa antecipação, me questiono como o público que não leu os livros (até mesmo, quem leu apenas o primeiro volume) irá receber esses mistérios, porque a primeira temporada não nos deu resposta sobre nada, apenas uma confusão do que está acontecendo, como se estivéssemos perdidos tanto quanto os personagens. O que pode ser uma abordagem interessante para quem já leu, porque sabe o que virá, mas também pode ser arriscado porque terminaram a temporada no escuro, apenas com algumas informações jogadas, sem sentido para aqueles que não leram.
Créditos: Globoplay
Comparativos entre a série e o livro
Caso você não tenha lido os livros, saiba que a partir de agora terá spoiler sobre o livro e da nova série da Globoplay.
Por ser uma série inspirada, as histórias são bem diferentes e não temos cenas e diálogos marcantes dos livros. Se você é leitor, a minha dica é assistir a série sabendo que será distinta da história que você conhece, sem querer fazer comparativos, pois as propostas são diferentes, apesar de que a base da história seja a mesma.
É preciso entender que o processo de construção de um livro e de uma série (ou outra arte cênica) tem suas próprias características, visto que os livros trabalham com as palavras, diálogos e possibilidade de estar dentro da mente dos personagens, além da individualidade de cada leitor, pois cada um imaginará de uma forma sobre a mesma história; já a série precisa focar em ações, dado que só conseguimos ver suas convicções por meio das escolhas e atitudes que eles tomam no decorrer da história, além de ter que ser dinâmica e movimentada para cativar o telespectador. Também é preciso ressaltar que o livro lançou em 2009 (2010 no Brasil) e a série é de 2024 (gravada em 2022), os tempos mudaram, as obras que consumimos hoje são diferentes de 2010 e o público jovem também mudou, então eles precisaram adaptar a história para que fosse atrativa ao público jovem de hoje e expandi-la para além dos leitores/fãs.
Do ponto de vista comercial, poderia não ser interessante a ambientação gótica e, por mais que eu tenha carinho com as cenas dos livros, o tratamento inicial do Daniel com a Luce e as atitudes da Luce sempre voltada ao Daniel, como se apenas ele importasse, pode estar ultrapassada ao compararmos sobre o que esperávamos ver nas protagonistas de fantasia com romance naquela época e no que esperamos hoje em dia.
Um destaque na série é a Luce (Jessica Alexander) que está muito mais empoderada e com mais atitude para se descobrir. O que me incomodava nos livros é que a Luce fazia o que o Daniel falava e sempre pensava no seu par romântico, demorando para tomar atitudes de acordo consigo mesma, e era até irritante que o tempo todo, no meio do caos do mundo, ela só se importava com o Daniel. Na série a Luce está focada nela, em entender o que está acontecendo em Sword & Cross e está mais envolvida com os outros personagens do que no livro, aqui podemos vê-la criando uma relação não apenas com o Daniel, mas com os outros personagens.
Sobre os outros personagens (não irei debater aqui sobre as aparências físicas, pois, com o passar do tempo, parei de me importar nas adaptações sobre o físico e me interessei mais pela atuação e construção do personagem que envolveria a narrativa): A personalidade de vários personagens mudaram para se encaixar com a nova proposta da série, já que nenhum deles se lembram que são anjos e de seus passados, porque a memória deles foram tiradas e como eles teriam a mesma personalidade do passado (e da imagem que eles deveriam ter por estar no lado bom ou mau) se eles não sabem quem são?
Apesar de ter estranhado (muito) no começo da série o Daniel (Gijs Bloom) não lembrar da Luce, consegui compreender a razão dele ter esquecido (como disse antes, abracei a nova ideia da série, sem comparar com o livro), porque em um dos livros ele até menciona pra Luce que ele tentava esquecer para parar de sofrer tanto, quando vi a cena que explicou sobre o esquecimento dele eu lembrei dessa conversa do livro (não me recordo em qual livro foi, mas deve ser sido em Paixão ou Apaixonados).
Roland e Molly foram os melhores personagens para mim. Roland (Lawrence Walker) em todos os lugares é incrível, seja nos livros, no filme ou na série, e, para mim, ele foi o personagem que mais manteve a essência igual ao livro. A Molly (Maura Bird) me surpreendeu na série, já que ela ainda tem a sua personalidade briguenta, mas ela está mais inserida do grupo de amigos, além de ter um debate sobre a violência que a mulher sofre sob os homens, que foi um bom acréscimo na história.
Eles mudaram muito a Gabbe (Indeyarna Donaldson-Holness), tornando-a chata nos primeiros episódios e depois a inserindo no grupo, fazendo-a questionar sobre o que estava vivenciando naquela instituição; a Penn (Esme Kingdom) continuou fofa, mas a mudaram e me distanciei um pouco da personagem. Foi adicionado uma trama relacionada ao pai de Penn que, por enquanto, não agregou para a história e espero que possam evoluir nas temporadas seguintes; o Cam (Timothy Innes) está mais tranquilo e, no decorrer dos episódios, foi perdendo o ar de badboy que movimentava um triangulo amoroso do primeiro livro.
Por fim, a Arriane (Josefine Koenig) foi a personagem que mais mudou na série, tirando o humor (que eu amava) e trabalhando questões mais delicadas psiquiatricamente, por mais que muitas dessas questões fossem mostradas superficialmente no primeiro livro. No começo, estranhei muito essa mudança, mas no decorrer da história entendi as mudanças e espero que nas temporadas seguintes possam retomar o humor da personagem, quando ela voltar com suas memórias.
Ah! A série trouxe personagens que conhecemos no primeiro e nos livros seguintes, além de novos personagens, preciso destacar a Cassie (Laura Majid), que se tornou uma das minhas personagens favorita, foi uma adição na medida certa, pois teve sentido para a história e contribuiu para um mistério até para aqueles que leram os livros.
Apesar das mudanças, um ponto positivo é o novo elenco, que, por mais que seja diferente dos livros, construíram bem os personagens com a nova proposta, além da química não apenas do casal, mas de todo o grupo, eles estão mais em sintonia e agem mais como um grupo de amigos que vão se ajudar na mesma finalidade, mas que foi se formando no decorrer dos episódios.
Outro ponto que percebi é que nessa temporada eles tomaram cuidado em não usar muito CGI para não ficar uma produção com aparência “barata”, então pode ser um dos motivos que eles não mostraram muitos elementos fantasiosos dos anjos e a alteração da forma que a Luce morre (não, ela não morre em chamas, agora ela morre por motivos comuns). A série tem criaturas (os párias) e até parece mais uma ficção cientifica em alguns momentos, devido aos experimentos, como se tivessem pegado alguns elementos de séries de sucesso atuais (como Stranger Things) para tentar aproximar com o novo público.
Por fim, posso dizer que em cenário, personagens e cenas a série está bem diferente dos livros, mas que a base da história criada na série de livros permanece a mesma. Eu entendo as reclamações dos fãs sobre todas essas mudanças, mas volto a dizer que desde o início a série foi dita como inspiração dos livros, não uma adaptação, então se você abaixar a expectativa e não comparar com o livro, a série pode ser boa para maratonar em um fim de semana, porque até para quem leu pode se surpreender, rir com os comentários do Rolland e Cam e se emocionar com as novidades (a cena do Daniel pós morte da Luce me fez chorar, surpreendentemente), além de poder se apaixonar com a história de amor entre Luce e Daniel.
A cada dia que passa, fica mais difícil acompanhar as novidades no mundo dos seriados e televisão. Algumas séries se destacam, outras tem um público mais nichado e muitas não conseguem tanto espaço na mídia.
Alexa & Katie é uma das séries que eu demorei para encontrar, mas ao começar a assistir, só quis parar quando cheguei ao fim. Então, se você não a conhece, que tal ler essa crítica?
Alexa & Katie conta a história de duas melhores amigas que estão se preparando para entrar no ensino médio. Além de toda a ansiedade para uma nova fase da vida, Alexa é diagnosticada com câncer e, juntas, vão se adaptar à nova situação.
Desde os primeiros episódios, percebi algumas semelhanças da sitcom Alexa & Katie com as séries antigas do Disney Channel, e não fiquei surpresa ao ver que a criadora é Heather Wordham, uma das roteiristas de Hannah Montana. Então, foi um pouco nostálgico para mim acompanhar uma série com um ritmo semelhante ao das séries da minha infância.
"Melhores amigos não devem só curtir os melhores momentos da vida contigo, mas também ajudar a criá-los."
Com um tema que ainda é considerado delicado ao falar, Alexa & Katie fala sobre câncer e como isso afeta a vida da pessoa e todos ao redor, de uma forma leve, mas não menos significativa. Dentre tantos filmes trágicos que abordam a doença, a série buscou falar sobre o assunto por outro caminho, por meio da comédia.
Por mais que o foco seja na amizade das protagonistas, temos outras histórias ao redor, como suas famílias e colegas no colégio, além de uma leve pitada de romance jovem, que sempre tem, né?
Era engraçado perceber minha reação ao acompanhar a série, porque em um momento estava rindo, no outro chorando e tinham minutos que eu só parava para refletir.
“Se os últimos anos me ensinaram algo, é a valorizar o que tenho. Especialmente todos vocês.”
Alexa & Katie tem esse contexto abordado, mas fala muito sobre amizade, família e que sempre precisaremos de amor nos momentos de luta. Nas seguintes temporadas, a série vai desenvolvendo mais os outros personagens e adicionando outros assuntos, como as dificuldades na faculdade e ao se encontrar, ansiedade, crise de pânico e se permitir sentir e estar ao lado das pessoas, mesmo que surjam medos e inseguranças.
Com indicação etária livre, Alexa & Katie é jovem - como disse no começo, lembra muito as séries antigas do Disney Channel -, leve e divertida. Esse é o intuito da série, para um público mais jovem e para as famílias.
Por mais que tenha todo o contexto da doença envolta da série, ela é muito mais do que isso, é um grande abraço aos jovens que estão entrando no colégio, como se quisesse falar: ei, sempre terá um novo dia e, se você estiver ao lado de pessoas que te amam, tudo ficará bem.
Uma observação pessoal: A amizade delas é uma das mais lindas que eu já vi em um seriado e a Katie se tornou uma das minhas personagens queridinhas de todos os tempos. A série é simplesmente um quentinho no coração.
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Ao acompanhar uma jornada de autodescoberta, nós começamos a aprender mais sobre nós mesmos
É muito louco ver como mudamos ao passar dos anos (ou até mesmo em meses, semanas), que os nossos gostos, pensamentos, ideias podem mudar, assim como nossos sonhos. Lembro de estar na escola quando assisti pela primeira vez ao filme “Comer, rezar e amar” e eu não tinha gostado da história, não entendia qual era o motivo de tanto sucesso e o critiquei bastante, falando que não iria assisti-lo novamente.
Mas é aquela coisa, nunca diga “dessa água não bebereis”, eu bebi. No final de 2019 assisti ao filme que tanto critiquei quando jovem e de verdade? Que bom que reassisti porque se tornou um dos meus filmes favoritos.
Baseado no Best-seller com mesmo nome, “Comer, rezar e amar” conta a história de Liz, uma mulher que tinha a “vida perfeita”, sempre teve tudo, escritora famosa, morava em uma casa bacana, era casada, saía com os amigos. Uma vida que seguia os padrões que a nossa sociedade dita, mas ela não conseguia mais se sentir feliz.
Em meio aos caos amorosos e de identidade, Liz decidiu viajar por um ano para se reencontrar.
"A ruína é uma dádiva. A ruína é o caminho que leva a transformação"
Quem nunca se sentiu em meio ao caos? Quem nunca teve problemas? Todos nós temos lutas diárias, em diversas proporções, e muitas vezes não somos capazes de mudar a realidade, mas podemos escolher como vamos vivê-la e com qual olhar teremos diante a situação.
“Todos queremos que as coisas permaneçam iguais. Vivemos infelizes com medo da mudança, de arruinar tudo”
Em seu primeiro destino, Itália, Liz voltou a ter prazer em comer e em não fazer nada, apenas viver os pequenos prazeres da vida, que perdemos na correria do dia-a-dia.
Qual foi a última vez que você comeu com calma, apreciando o gosto da comida? Qual foi a última vez que você não fez nada, só respirou? Qual foi a última vez que você esteve ao lado dos seus amigos/família por completo, curtindo apenas aquele momento?
Não precisamos estar na Itália para apreciar a comida ou curtir o momento ou estar ao lado das pessoas que amamos. É preciso apenas parar de correr e parar de dar desculpas, é possível (na verdade, necessário!) ter um tempo para si.
"Trabalhe a mente, é a única coisa que você deve controlar, porque se você não pode controlar seus pensamentos, você estará em apuros para sempre"
Na Índia, Liz conhecerá as filosofias orientais para encontrar o perdão de não conseguir levar o casamento até o fim de sua vida. Acreditava que o perdão deveria ser do seu ex-marido, mas descobriu que o verdadeiro perdão tem que ser para si, pois só ela é capaz de seguir em frente com a sua própria vida.
Há muitas práticas orientais que estão se popularizando no ocidente - meditação, por exemplo - que faz com que nós possamos nos olhar, olhar o nosso interior e entender mais o que passamos, quem somos e o que faremos, mas, devido a correria, esquecemos de nos olhar. Estamos buscando a aprovação dos outros, mas a maior aprovação que teremos será a de si próprio, porque só você sabe a seu percurso, suas dores e conquistas, as razões de suas escolhas. Então, em vez de ficar buscando a aceitação do outro, foca no seu perdão, na sua aceitação que, consequentemente, terá a dos outros (e, se não tiver, será que é tão necessário assim?).
"A única maneira de curar é confiar. Um coração partido significa que você tentou alguma coisa."
Na Indonésia, Liz aprende o equilíbrio, seu medo era voltar a amar o outro e esquecer de se amar, como tinha feito no passado. Mas, ao se fechar, iria parar de confiar na vida, nos outros e nas suas escolhas, perdendo oportunidades que vai além do amor.
E você? Confia na vida? Confia no outro? Se entrega aos seus sonhos? Se joga na possibilidade do futuro? Não temos certeza de nada e nunca teremos, porque a vida é louca, com altos e baixos, mas um dos maiores arrependimentos das pessoas é nunca ter tentado algo que queria, não ter confiado que o “e se?” fosse positivo, porque mesmo se der errado, você ao menos tentou.
"Melhor viver o seu próprio destino de forma imperfeita do que viver a imitação da vida de outra pessoa com perfeição. Agora comecei a viver a minha própria vida. Por mais imperfeita e atabalhoada que ela possa parecer, ela combina comigo, de alto a abaixo."
A viagem de Liz foi o caminho que ela encontrou para enfrentar seus medos e se reinventar, foi a trajetória que ela aprendeu a transformar sua vida e as situações que passou.
Cada um de nós temos o nosso caminho, completamente diferente um do outro, porque somos únicos. Erramos, acertamos, fazemos escolhas “diferentes” porque cada um de nós é único, cada um tem seu pensamento, sua trajetória, sua marca. Então, por favor, pare de tentar ser outra pessoa e comece a se escutar, porque a pessoa que mais sabe da sua história é você.
Comer, rezar e amar é uma história que nos apresenta as semelhanças e diferenças dos seres humanos e que cada um é único e tem seu caminho nessa jornada chamada vida. E o maior desafio dela é viver!
2020 foi um ano cheio de desafios, mas graças à arte e ao entretenimento, consegui suportar o ano. Os livros foram importantes para o passar do ano, mas sentia que estava lendo-os sem me entregar nas histórias, até que decidi ler a série Elementos da Brittany C. Cherry, uma autora que conquistou meu coração desde Sr. Daniels.
Toda a série foi muito boa, mas vim falar sobre o quarto (e último) livro: A Força que nos atrai.
Sinopse de A Força que nos atrai, de Brittany C. Cherry
Graham Russel é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Casado com Jane, um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Abandonado pela esposa, ele agora precisa abrir seu frio coração para o desafio de ser pai solteiro. A única pessoa que se oferece para ajudá-lo é Lucy, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder.
A força que nos atrai fez eu lembrar o motivo de amar livros
Brittany C. Cherry gosta de escrever romances com muito drama que nos emociona e A força que nos atrai é um desses livros que é drama atrás de drama e quando você acha que vai se acalmar um pouco, algo acontece. É difícil chegar ao final feliz do romance, viu?
Mas Brittany C. Cherry sabe escrever romance e nos fazer ficar vidrados em suas histórias, porque os seus livros são muito fluídos e rápidos, fazendo com que o livro não saia de sua mão.
“ 'O mundo está um pouco mais sombrio essa noite, Graham.’ Então enxugou as lágrimas e continuou: ‘Mas ainda assim, tenho que acreditar que o sol vai nascer amanhã.’ ”
Fazia tempo que não me apegava tanto a uma história a ponto de fazer eu largar o livro só quando finalizasse a leitura. Durante a leitura, lembrei o motivo de amar os livros. Antes tinha entrado no automático de ler e aumentar a quantidade de livros lidos no skoob, sem sentir as histórias que lia, e aí relembrei...
Por que eu leio?
“A vida é curta, e nunca sabemos quantos capítulos ainda restam em nossas histórias, Graham. Viva cada dia como se fosse a última página. Viva cada momento como se fosse a última palavra.”
Eu leio para aprender, ser alguém melhor e para sentir. Sentir dor, felicidade, amor. Sentir o humano. Relembrar o ser humano que sou, principalmente nesse ano em que foi necessário um distanciamento com outras pessoas e isso fez com que eu esquece um pouco de ser humana e de sentir. Em momentos difíceis, era mais fácil evitar as emoções do que lidar com elas. Mas existe um problema nisso, ao evitá-las, você estará se afastando das “más” e boas emoções.
“Você não pode aceitar somente as coisas boas na vida. Você deve aceitar tudo.”
A força que nos atrai é o livro que eu precisava ler para relembrar o que é sentir um livro, sua história, sentir o humano em cada palavra, cena e ações dos personagens. Esse livro gerou diversos sentimentos dentro de mim, principalmente o amor. Amar as pessoas, perdoar, ser você mesmo, se amar e amar sua essência. Acreditar em si e em seus valores.
Um livro pode ser tão forte porque usa uma das maiores armas para sua construção: as palavras, pois elas podem expressar a vida e manifestar emoções.
Já leram algum livro da Brittany C. Cherry? Teve algum livro que os fizeram sentir a paixão dos livros? Qual foi? Comenta aqui embaixo e me siga nas redes sociais para conversamos mais sobre livros!
Em 2007, aos 13 anos, os covers de Justin Bieber foram vistos pelo agente de talentos, Scooter Braun, e aos 15 anos, Bieber começou a sua carreira com o lançamento do álbum My World, formando milhares de fãs ao redor do mundo.
Durante muitos anos, o cantor entrou em polêmicas e foi muito criticado pelas pessoas e pela mídia. Sim, ele fez muita besteira quando era um adolescente e, repentinamente com seu sucesso, ele se tornou um influenciador de outras pessoas da mesma idade que a dele e era observado o tempo todo.
Nunca fui fã do Justin Bieber, mas ele era um cantor que estava em alta com seus lançamentos e era sempre comentado na mídia, então foi meio difícil não acompanhar sua trajetória e não criticar algumas atitudes.
Não nego ou apoio às ações e atitudes negativas que ele tomou, mas em 2020 ele lançou a música Lonely e lembro que eu senti que precisava falar sobre essa música aqui no Arteculando, então aqui estou.
Para quem não a ouviu, segue o vídeo, protagonizado pelo ator Jacob Tremblay (O quarto de Jack, Extraordinário):
Everybody knows my name now
But something 'bout it still feels strange
Like looking in the mirror
Tryna steady yourself and seeing somebody else
[Todo mundo sabe meu nome agora
Mas algo sobre isso ainda parece estranho
Como se olhar no espelho
Tentar se firmar a si mesmo e ver outra pessoa]
A adolescência é uma fase em que estamos começando a nos desvincular com o que nossa família/pessoas próximas falam sobre nós e começamos a ter as dúvidas de nossa própria identidade - quem realmente somos? Eu sou como os meus responsáveis ou pessoas próximas falam sobre mim? - e começamos a questionar as verdades faladas até o momento. A pré-adolescência (dos 10 aos 14 anos) é uma fase delicada e que mexe muito com as pessoas, porque é onde ocorre a transição da infância com o início da adolescência, então tem muita coisa nova para lidar e aprender com essas mudanças.
Imagina ter que passar por tudo isso em meio a todos os holofotes? Ser observado pelas pessoas do mundo todo? Ter que aprender a lidar com a fama (e tudo o que a envolve: dinheiro, pessoas, mídia, fãs, ser uma influência aos outros) ainda sem saber direito quem você é. É o sonho de muitos, mas há grandes consequências de privacidade e pressões, não é tão simples assim...
Everybody knows my past now
Like my house was always made of glass
And maybe that's the price you pay
For the money and fame at an early age
And everybody saw me sick
And it felt like no one gave a shit
They criticized the things I did
As an idiot kid
[Todo mundo conhece meu passado agora
Como se minha casa sempre fosse feita de vidro
E talvez esse seja o preço que você paga
Pelo dinheiro e pela fama desde cedo
E todo mundo me viu doente
E parecia que ninguém se importava
Eles criticaram as coisas que eu fiz
Quando era uma criança idiota]
Esse foi um trecho que me pegou muito quando eu o ouvi (a música inteira me emocionou, na verdade).
O tempo todo Justin estava sendo observado, sem a privacidade de fazer as coisas, porque é preciso estar na mídia para continuar crescendo nesse mercado. Então nós vimos muita coisa, boas e ruins. Ser exposto pode gerar doenças por conta da ansiedade e da pressão em ser avaliado o tempo todo, quantos famosos não passam por isso? Imagina aqueles que começaram muito jovens (temos vários exemplos, como o Justin, Demi Lovato, Miley Cyrus, Lindsay Lohan)?
Nós estamos sempre criticando os outros, mas se fosse você no lugar dele - um jovem de 13/15 anos ter se tornado famoso tão rápido, além de todas as questões que ele já vivia, principalmente questões familiares -, como será que você viveria?
Além disso, o quanto você não aprendeu desde a sua pré-adolescência? O quanto você viveu e passou por coisas boas e ruins nessa fase? Estamos sempre crescendo, errando e aprendendo, todos nós, sem nenhuma exceção. É por isso que é preciso olhar as pessoas além do julgamento, olhar com respeito e amor, porque não sabemos de tudo e nunca saberemos. Está tudo bem errar ou se questionar, faz parte da vida (mas isso não quer dizer passar pano tá? É preciso aceitar as consequências do erro e das suas escolhas. O que temos que questionar é o quanto julgamos o erro do outro, e que muitas vezes, pode ser um erro que você já cometeu).
What if you had it all but nobody to call?
Maybe then you'd know me
[E se você tivesse tudo, mas ninguém para ligar?
Talvez então você me conheceria]
Acreditamos que Justin Bieber tinha tudo - fama, dinheiro, amigo de famosos -, mas não sabemos o que ele passava de verdade, o que ele sentia com tudo isso. Na música, Bieber nos mostrou o quão solitário ele se sentiu em toda essa fase (assim como no clipe, porque ele estava em um camarim gigante que é uma loucura no período do show e ele estava nos palcos de um grande teatro, mas ele se via sozinho).
Justin Bieber errou e teve atitudes negativas sim, mas não sabemos tudo o que ele viveu ou o que se passa dentro dele. Assim como qualquer outra pessoa, então, por favor, vamos tentar amar, respeitar e se questionar o quanto estamos julgando os outros, porque as pessoas e a vida não são simples como parecem ser.
O que vocês acharam sobre a música e sobre toda essa questão do julgamento referente ao Justin Bieber? Comenta aqui embaixo e me siga nas redes sociais para conversamos mais!
Rainha em chorar por mortes de pessoas que nem existem. Em busca de entender o que é esse mundo louco em que vivemos e, quem sabe, enquanto descubro, compartilho aqui?